domingo, 27 de maio de 2012

OBJETIVOS DO MILÊNIO



Em 2000, a ONU – Organização das Nações Unidas, ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio – ODM, que no Brasil são chamados de 8 Jeitos de Mudar o Mundo – que devem ser atingidos por todos os países até 2015.

Juntos nós podemos mudar a nossa rua, a nossa comunidade, a nossa cidade, o nosso país.

A REDE BRASIL VOLUNTÁRIO, que congrega centros de voluntariado de todo o Brasil, consciente da importância desse projeto, criou este site para estimular debates e propiciar o conhecimento e o engajamento de todos os interessados em participar de ações, campanhas e projetos de voluntariado que colaborem com os ODM.

Aqui você encontra exemplos de como muitos já estão contribuindo para que o Brasil alcance esses objetivos. Para mais informações sobre os 8 Jeitos de Mudar o Mundo, entre em contato com o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento pelos sites www.pnud.org.br ou www.portalodm.com.br .

1. ACABAR COM A FOME E A MISÉRIA

BRASIL: Já foi cumprido o objetivo de reduzir pela metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza até 2015: de 25,6% da população em 1990 para 4,8% em 2008.
Mesmo assim, 8,9 milhões de brasileiros ainda tinham renda domiciliar inferior a US$ 1,25 por dia até 2008. Para se ter uma idéia do que isso representa em relação ao crescimento populacional do país, em 2008, o número de pessoas vivendo em extrema pobreza era quase um quinto do observado em 1990 e pouco mais do que um terço do valor de 1995.
Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população com renda inferior a um dólar por dia e a proporção da população que sofre de fome.

SUGESTÕES DE AÇÕES:

Procurar informações sobre direitos e deveres dos cidadãos, para divulgá-los na comunidade e fiscalizar os órgãos competentes.

Atuar como capacitador voluntário, promovendo orientação profissional para os pequenos negócios do bairro.

Elaborar e distribuir material orientando sobre o que é uma boa alimentação.

Organizar e promover atividades de educação alimentar, visando o aproveitamento integral dos alimentos.

Aproveitar ao máximo os alimentos, cuidando de sua correta conservação, usando receitas alternativas e promovendo o não desperdício.

Fazer um Mural da Cidadania em escolas e locais públicos. Pesquisar e divulgar ofertas de trabalho, cursos de capacitação profissional e geração de renda e serviços à comunidade (saúde, documentos, previdência, bolsa-família, etc).

Formar um grupo de mães de alunos que ensinem o melhor aproveitamento dos alimentos, para evitar desperdícios.

Monitorar a merenda escolar e comunicar qualquer irregularidade ao Conselho de Alimentação Escolar, ao Ministério Público ou ao Ministério da Educação pelo telefone gratuito 0800 61 6161.

Buscar parcerias que ajudem a enriquecer a alimentação oferecida por escolas e organizações sociais.

Fazer uma horta caseira e incentivar os vizinhos e as escolas do bairro a fazerem o mesmo.

Sensibilizar supermercados, restaurantes e quitandas para o não desperdício, informando-os sobre locais para onde podem ser encaminhados os alimentos excedentes.

Valorizar o desenvolvimento local, comprando e promovendo o uso de produtos do comércio solidário.

2. EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE PARA TODOS

BRASIL: Os dados do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM são de 2008: 94,9% das crianças e jovens entre 7 e 14 anos estão matriculados no ensino fundamental.
Nas cidades, o percentual chega a 95,1%. O objetivo de universalizar o ensino básico de meninas e meninos foi praticamente alcançado, mas as taxas de frequência ainda são mais baixas entre os mais pobres e as crianças das regiões norte e nordeste. Outro desafio é com relação à qualidade do ensino recebida.
Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, tenham recebido educação de qualidade e concluído o ensino básico.

SUGESTÕES DE AÇÕES:

Falar com os diretores das escolas e se oferecer como voluntário, pois com certeza saberão aproveitar sua disponibilidade.

Identificar os alunos que estão faltando muito às aulas e incentivá-los a voltar a freqüentar a escola.

Mostrar que atividades recreativas e esportivas também são educativas. Disciplina, respeito e cooperação podem ser reforçados nesses momentos.

Organizar ou participar de campanhas de doação de livros e de materiais didáticos para instituições e bibliotecas.

Fazer e manter uma biblioteca alegre e acolhedora, e mostrar que a leitura é um prazer.

Acolher e respeitar os alunos especiais, além de denunciar professores e escolas que não promovam a inclusão dos portadores de deficiências.

Identificar crianças fora da escola e encaminhá-las para o ensino, além de denunciar o fato ao Conselho Tutelar da cidade.

Fazer o acompanhamento de uma criança incentivando-a e monitorando seu desempenho.

Participar do Conselho Escolar e acompanhar o desempenho da escola.

Organizar aulas de reforço escolar para estudantes com dificuldades de aprendizagem.

Fazer um levantamento dos analfabetos em seu bairro e incentivá-los a freqüentar um curso de alfabetização.

Incentivar a criação e o trabalho voluntário em creches para crianças de 0 a 4 anos.

  3  . IGUALDADE ENTRE SEXOS E VALORIZAÇÃO DA MULHER

    BRASIL: As mulheres já estudam mais que os homens, mas ainda têm menos chances de emprego, recebem menos do que homens trabalhando nas mesmas funções e ocupam os piores postos. Em 1998, 52,8% das brasileiras eram consideradas economicamente ativas, comparadas a 82% dos homens. Em 2008, essas proporções eram de 57,6% e 80,5%. A participação nas esferas de decisão ainda é pequena. Em 2010, elas ficaram com 13,6% dos assentos no Senado, 8,7% na Câmara dos Deputados e 11,6% no total das Assembleias Legislativas.

Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino em todos os níveis de ensino, no mais tardar até 2015.

SUGESTÕES DE AÇÕES:

Visitar a câmara municipal, entrevistar as vereadoras e conhecer suas propostas para ajudar as mulheres de sua cidade.

Divulgar que existem, nas grandes cidades, centros de atendimento para mulheres, onde elas podem denunciar a violência e ter um acompanhamento físico e psicológico.

Identificar e divulgar novas oportunidades de trabalho para mulheres.

Incentivar ações que estimulem as mulheres a buscar alternativas de geração de renda.

Educar filhos e filhas para que eles realizem, com igualdade, o trabalho do dia a dia em casa.

Não reproduzir expressões como “isso é coisa de mulher”, que sejam contra a dignidade da mulher ou que a coloquem em situação de inferioridade.

Denunciar casos de violência, abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes pelo telefone gratuito 0800 99 0500 ou procurar o Conselho Tutelar da cidade. Nos casos de agressão física e de violência sexual contra mulheres, ligar para o telefone gratuito do Disque Denúncia da Polícia Civil 0800 84 29 99 (RN).

Não empregar crianças, para não prejudicar seu desenvolvimento ou comprometer sua infância, e denunciar os casos conhecidos de trabalho infantil para a Delegacia Regional do Trabalho.

Não valorizar e não comprar produtos que explorem o corpo da mulher em sua comercialização, exigindo o cumprimento da regulamentação publicitária e fortalecendo o senso critico da sociedade.

Atuar em atividades em prol da melhoria da auto-estima das mulheres, promovendo a valorização e o respeito em todas as fases do seu ciclo de vida (infância, adolescência, gravidez, maternidade, velhice).

Encorajar as jovens para que busquem seu desenvolvimento socioeconômico, por meio da educação e do trabalho.

Incentivar adolescentes mães a retomarem seu projeto de vida, combatendo qualquer situação que dificulte seu acesso às escolas públicas.

4. REDUZIR A MORTALIDADE INFANTIL

    BRASIL: A mortalidade de crianças com menos de um ano foi de 47,1 óbitos por mil nascimentos, em 1990, para 19 em 2008. Até 2015, a meta é reduzir esse número para 17,9 óbitos por mil. A expectativa é de que esse objetivo seja cumprido ainda antes do prazo, mas a desigualdade ainda é grande: crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de morrer do que as ricas, e as nascidas de mães negras e indígenas têm maior taxa de mortalidade. Por região, o Nordeste apresentou a maior queda nas mortes de zero a cinco anos.

Reduzir em dois terços, até 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos.

SUGESTÕES DE AÇÕES:

Fazer campanhas para mostrar:

    * Como as vacinas protegem o bebê;
    * Como a higiene pode evitar algumas doenças;
    * Nutrição adequada para o bebê;
·         Importância do aleitamento materno.

5. MELHORAR A SAÚDE DAS GESTANTES

BRASIL: Foi registrada uma redução na mortalidade materna, desde 1990, de praticamente 50%. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) corrigida para 1990 era de 140 óbitos por 100 mil nascidos, enquanto em 2007 declinou para 75 óbitos. O relatório explica que a melhora na investigação dos óbitos de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos de idade), que permite maior registro dos óbitos maternos, possivelmente contribuiu para a estabilidade da RMM observada nos últimos anos da série.

Reduzir em três quartos, até 2015, a taxa de mortalidade materna. Deter o crescimento da mortalidade por câncer de mama e de colo de útero.

 SUGESTÕES DE AÇÕES:

Fazer campanhas sobre:
-Planejamento familiar.
-Prevenção do câncer de mama e de colo de útero.
-Gravidez de risco.
-A importância do exame pré-natal.
-Nutrição da mãe e aleitamento materno.

Não se automedicar e não receitar remédios para gestantes.

Propiciar um ambiente agradável, afetivo e pacífico às gestantes em casa, no trabalho, no dia a dia, dando prioridade a elas, cedendo a vez em filas, auxiliando-as em seu deslocamento e no carregamento de pacotes.

Presentear uma grávida em situação de desvantagem social com um enxoval para seu bebê.

Acompanhar uma gestante, garantindo a realização do pré-natal, oferecendo transporte para as consultas e facilitando a aquisição de medicamentos, quando necessário.

Divulgar informações sobre saúde para gestantes e articular palestras em Postos de Saúde, Centros Comunitários e instituições como a Pastoral da Criança.

Participar de iniciativas comunitárias voltadas para a melhoria da saúde materna e o atendimento à gestante (pré-natal e pós-parto).

Incentivar o debate entre a universidade, a escola e a comunidade.

Reunir mulheres grávidas para troca de experiências.

Incentivar a educação para gestantes.

6. COMBATER A AIDS, A MALÁRIA E OUTRAS DOENÇAS

    BRASIL: O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a proporcionar acesso universal e gratuito para o tratamento de HIV/AIDS na rede de saúde pública. Quase 200 mil pessoas recebem tratamento com antirretrovirais financiados pelo governo. A sólida parceria com a sociedade civil tem sido fundamental para a resposta à epidemia no país.

De acordo com o UNAIDS, a prevalência de HIV no Brasil é de 0,5%, com cerca de 600 mil pessoas infectadas.
Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e garantido o acesso universal ao tratamento. Deter a incidência da malária, da tuberculose e eliminar a hanseníase.

SUGESTÕES DE AÇÕES:

Fazer visitas domiciliares para mostrar os locais que podem favorecer a dengue, principalmente no verão, época de epidemias de dengue.

Incentivar a população a participar das campanhas de vacinação.

Fazer campanhas de informação, mobilização e prevenção à Aids e de outras doenças epidêmicas.

Divulgar informações sobre todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), na comunidade. Orientar sobre sintomas e busca de tratamento médico.

Fazer levantamento sobre os serviços disponíveis – remédios, postos de saúde, centros de atendimento.

Cuidar de nossa higiene, e incentivar e orientar que outros façam o mesmo.

Usar preservativo, exigir sangue testado e não compartilhar seringas e agulhas, prevenindo-se do HIV.

Procurar um posto de saúde ao identificar manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, dormentes na pele. Hanseníase tem cura.

Doar sangue periodicamente aos hemocentros e estimular que outras pessoas o façam.

Não deixar acumular água em plantas, vasos, calhas, pneus, vidros e outros recipientes, evitando que surjam focos do mosquito transmissor da dengue em casa, na rua, no bairro.

Encaminhar as pessoas com febre e tosse persistentes ao serviço de saúde, além de orientar os portadores de tuberculose para que façam o tratamento completo – mesmo que não apresentem mais os sintomas da doença.

Sensibilizar familiares e amigos a não estimularem o consumo de bebida alcoólica por crianças e adolescentes, contribuindo para prevenir o alcoolismo e suas conseqüências.

Identificar, na família e na comunidade, pessoas que fazem uso abusivo de álcool, encaminhando-as aos serviços de saúde para tratamento médico e apoio psicossocial.

Incentivar o debate entre a universidade, as escolas e a comunidade para atingir mais amplamente esse objetivo.

7. QUALIDADE DE VIDA E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE

BRASIL: O país reduziu o índice de desmatamento, o consumo de gases que provocam o buraco na camada de ozônio e aumentou sua eficiência energética com o maior uso de fontes renováveis de energia. Acesso à água potável deve ser universalizado, mas a meta de melhorar condições de moradia e saneamento básico ainda depende dos investimentos a serem realizados e das prioridades adotadas pelo país. O ODM 7 é considerado por muitos como um dos mais complexos para o país, principalmente na questão de acesso aos serviços de saneamento básico em regiões remotas e nas zonas rurais.

Promover o desenvolvimento sustentável, reduzir a perda de diversidade biológica e reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso a água potável e esgotamento sanitário.

SUGESTÕES DE AÇÕES:

Fazer campanhas de uso racional de água e energia.

Plantar árvores nas ruas é muito importante, porém é preciso pedir licença à prefeitura e aos moradores.

Implementar a coleta seletiva nas escolas, no condomínio ou no bairro e divulgar o benefício de produtos biodegradáveis ou recicláveis.

Realizar mutirões de limpeza e rearborização de praças, rios e lagos.

Contribuir com a limpeza da cidade, praticando ações simples como não acumular lixo em casa, ruas, terrenos, praias, rios e mares. Não jogar lixo pela janela.

Não fumar em ambientes públicos fechados.

Utilizar a água que sobrou da chaleira, do cozimento de ovos e da lavagem de vegetais para aguar plantas. Armazenar água da chuva, em recipientes fechados, para lavar carros e calçadas, economizando água – recurso natural limitado – nas ações cotidianas.

Diminuir o uso de energia elétrica entre 6 e 9 horas da noite. Desligar aparelhos que não estão sendo usados, economizando e evitando a falta de energia elétrica.

Economizar papel. Imprimir apenas documentos importantes e procurar usar os dois lados da folha. O verso de uma folha pode ser usado como rascunho, bloco de recados ou para os desenhos das crianças.

Participar de ações de preservação e defesa de mangues, rios e mares.

Participar de projetos sociais para construção de cisternas e casas com esgotamento sanitário para famílias de baixa renda, em áreas urbanas ou rurais.

Incentivar o uso de sacolas reutilizáveis para compras.

Incentivar o uso de produtos feitos com material reciclado.

8. TODO MUNDO TRABALHANDO PELO DESENVOLVIMENTO

BRASIL: O Brasil foi o principal articulador da criação do G-20 nas negociações de liberalização de comércio da Rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio.

Também se destaca no esforço para universalizar o acesso a medicamentos para a Aids.

O país é pró-ativo e inovador na promoção de parcerias globais usando a cooperação sul-sul como veículo.
Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro não discriminatório. Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento. Formular e executar estratégias que ofereçam aos jovens um trabalho digno e produtivo. Tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial de informação e de comunicações.

SUGESTÕES DE AÇÕES:

Escolher temas de interesse comum e promover encontros entre escola e comunidade e organizações sociais – é fundamental continuar aprendendo coisas novas sempre.

Organizar o grêmio da escola que pode desenvolver vários cursos como inclusão digital e geração de renda.

Divulgar o que já está sendo feito pela comunidade, no jornal da escola, do condomínio ou do bairro– nada melhor do que compartilhar experiências.

Convidar amigos, vizinhos, empresas e instituições a participarem. Enquanto o seu grupo faz uma ação, muitos outros também estão fazendo a sua parte. O sucesso de um projeto de voluntariado depende das pessoas envolvidas e das parcerias realizadas.

Não votar em candidatos que ofereçam, em troca de votos, favores como emprego, dinheiro, cestas básicas, consultas médicas etc.

Fiscalizar a atuação dos políticos, exigindo que eles cumpram as promessas de campanha.

Exercer o dever de cidadão, participando ativamente do planejamento da cidade – por meio do Orçamento Participativo, do Plano Diretor ou dos Conselhos Municipais.

Participar de discussões e projetos em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), incentivando o engajamento de outras pessoas, organizações e empresas.

Formar parcerias com setor público, empresas, associações e conselhos, a fim de resolver os problemas mais relevantes do bairro.

Sensibilizar o Conselho de Bairro para que reivindique o acesso a medicamentos seguros e a preços acessíveis.

Sensibilizar o Conselho de Bairro para que reivindique o acesso à Internet e a outros meios de comunicação, além de se disponibilizar para projetos de inclusão digital voltados para jovens em situação de desvantagem social.

Promover ações voluntárias na comunidade, contribuindo para o desenvolvimento urbano e para o alcance dos Objetivos do Milênio.

Mais detalhes aqui: http://www.objetivosdomilenio.org.br

segunda-feira, 21 de maio de 2012

PARAOLIMPÍADAS 2012

De 29 de agosto a 09 de setembro de 2012 na cidade de Londres acontecerá a 14ª edição dos jogos Paraolímpicos. E dessa vez, com maior participação: 165 países, 19 a mais que a última edição em Pequim 2008, participarão dos jogos. Da mesma forma, o número de atletas também cresceu em quase 10%, com a participação de aproximadamente 4.200 competidores.
.Em 12 anos, desde a primeira edição dos Jogos, a competição contou com 400 atletas de 23 países em oito modalidades, em Roma, Itália. A partir de 1960, as Paralimpíadas passaram a acontecer a cada quatro anos, com crescimento do número de participantes e aumento do nível técnico. Desde Seul 1988 os Jogos Paralímpicos começaram a ser realizados nas mesmas cidades e locais das Olimpíadas, uma tendência que continuará pelo menos até 2020.
Dezesseis países irão estrear nos Jogos de Londres: Antígua e Barbuda, Brunei, Camarões, Comores, Djibuti, República Democrática do Congo, Gâmbia, Guiné-Bissau, Libéria, Malawi, Moçambique, Coréia do Norte, San Marino, Ilhas Salomão, Trinidad e Tobago e Ilhas Virgens dos Estados Unidos.
Até o momento, o País tem 135 vagas em 18 modalidades. As mulheres terão peso na participação brasileira em Londres. Já são 56 e o número deve aumentar ainda mais. O Vôlei Sentado Feminino fará sua estreia na competição e o Basquete em Cadeira de Rodas terá representação apenas feminina. Outra equipe formada por mulheres é a do Goalball, prata nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara 2011. Também estreante, Elaine Cunha, será a primeira mulher a representar o Brasil na Vela.
Os atletas paraolímpicos participarão de 15 modalidades: Atletismo,

* Atletismo * Basquetebol * Bocha * Ciclismo * Esgrima * Futebol de 5 * Futebol de 7 * Goalball
* Hipismo * Judô * Levantamento de peso * Natação * Remo * Rugby * Tênis * Tênis de mesa
* Tiro * Tiro com Arco * Vela * Voleibol





















sábado, 5 de maio de 2012

O SILÊNCIO


O Silêncio

Nós os índios, conhecemos o silêncio. Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos,
e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário. Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões
nas quais todos interrompem a todos,
e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de "resolver um problema".
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste,
mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.



"Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn

domingo, 22 de abril de 2012

22 de abril - Dia da Terra

Bandeira não-oficial do Dia da Terra: O Planeta sobre um fundo azul.

O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970.
Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.

História

A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.
  • Em 1972 se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicar-los.
  • O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulara por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
  • O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
  • No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.
  • "A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."
Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.
Este dia não é reconhecido pela ONU.

Fonte: Wikipédia

Carta da Terra - Estocolmo 1972

sábado, 21 de abril de 2012

"DIA DO ÍNDIO"


O “Dia do Indio” – 19 de abril –  foi criado em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas através do decreto lei número 5.540.
Infelizmente, a data que deveria ser lembrada para festejar a população indígena, que tanto contribui para a cultura brasileira, hoje precisa ser aproveitada para refletir sobre a preservação dos povos indígenas, da manutenção de terras e respeito às manifestações culturais.
Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o número de brasileiros que se dizem índios cresce 11,4%. Entre 2000 e 2010, um período de 10 anos, mais de 84 mil pessoas se autodeclararam indígenas.  Os índios podem ser encontrados em 80,5% dos municípios brasileiros.
A pesquisa  mostrou que mais de 817 mil pessoas se autodeclaram indígenas no Brasil. Isso indica o crescimento de 11,4% da população. Na pesquisa feita em 2000, 63,5% dos municípios brasileiros tinham índios e hoje, já estão em 80,5% dos municípios.
O estudo do IBGE mostra a grande diversidade indígena pois, pela primeira vez, investigou cor ou raça, etnia, língua falada no domicílio e a localização geográfica dessa população.
Considerei muito interessante e muito importante para nossa reflexão dados que informam que houve uma redução de 68 mil pessoas no número de indígenas na área urbana, indicando que  esses índios, por não ter afinidade com seu povo de origem, estariam deixando de se classificar como indígenas ou preferindo viver nas zonas rurais. A área rural, ao contrário, mostrou crescimento de 3,7% ao ano.
Considero importantes os dados do IBGE, sobretudo porque grande parte dos brasileiros ignora ou discrimina esse grupo que faz parte da nossa população e é porção importante da nossa identidade. No entanto, esse segmento de nossa população tem sofrido cada vez mais pelas  péssimas condições em que vivem:  problemas e dificuldades em acessar serviços básicos de saúde, diversas dificuldades que enfrentam na Educação Escolar Indígena, como a questão da educação específica e diferenciada, as péssimas condições em que se encontram as estradas em suas aldeias, às vezes tornando impossível para as crianças indígenas o trajeto para a escola, o que prejudica muito o calendário escolar, precarizando ainda mais  a educação dessas crianças.
E temos ainda a grande questão da demarcação de terras indígenas, que pode-se dizer o maior problema que sofrem. Leiam e sintam as palavras abaixo:

“O verde da bandeira que os brasileiros carregavam representava a mata que a civilização nos tirou; vivemos nas terras do governo, como párias, esmagados. O amarelo, que representava a riqueza do Brasil, a pesca e a caça, hoje estão ausentes de nossa terra; tiraram-nos tudo em nome da civilização. O branco, que simbolizava a paz tão desejada, hoje está ausente do homem. E, finalmente, o azul, que representava o céu, na sua beleza florida – estrelas e astros a brilhar -, foi a única coisa que a civilização deixou ao índio, e isso porque ela não pôde conquistar ainda...”                                                  
                                            Marçal de Souza Tupã-i (1920- 1983)Guarani Kaiowá – MS

Para complementar, para quem tiver o desejo de conhecer um pouco mais sobre os índios, sugerimos três  filmes com temática indígena:
Xingu

Que conta a história dos irmãos Villas Bôas – Orlando, Cláudio e Leonardo – que deixaram o conforto da vida na cidade grande e mergulharam de cabeça no programa de expansão Roncador-Xingu, uma missão desbravadora pelo Brasil central.
A história, registrada no diário batizado de “Marcha para o Oeste”, começa com a travessia do Rio das Mortes, quando logo os irmãos se tornam chefes da expedição e se envolvem na luta pela defesa dos índios. Os irmãos, que tinham enorme poder de persuasão, se afinizaram com os habitantes da floresta e se tornaram grande referência nas relações com os povos indígenas. A missão se transformou em fantástica aventura, onde vivenciaram incríveis experiências. A maior delas foi a conquista da criação do Parque Nacional do Xingu.
O filme Xingu estreou nos cinemas no dia 6 de abril e representando os irmãos Villas Boas, temos: Orlando Villas Bôas (Felipe Camargo), Cláudio Villas Bôas (João Miguel) e Leonardo Villas Bôas (Caio Blat).

Eu escutaria as piores notícias dos seus lindos lábios

Uma parceria entre o cineasta Beto Brant e o escritor Marçal Aquino, esse  filme, embora não tenha o índio como tema central, foca a questão do desmatamento ilegal na Amazônia. Aborda uma denúncia ambiental (a exploração ilegal da madeira)e da luta das populações locais pelo resguardo da floresta, como pano de fundo para a história de um triângulo amoroso.
O filme conta a história de Cauby, um fotógrafo de 40 anos,  vivido pelo ator Zécarlos Machado homem que acredita ser possível consertar as contradições humanas. Cauby, em passagem pela Amazônia, apaixona-se por Lavínia, mulher do pastor Ernani, personagem vivida pela atriz Camila Pitanga. Estreia nos cinemas em 20 de abril

Indígenas Digitais

O documentário, que estreou em 2010, retrata a apropriação das diversas tecnologias pelas etnias indígenas, com o objetivo de mostrar ao mundo a realidade dessas populações, geralmente à margem da sociedade. O filme também tem o objetivo de quebrar a ideia reforçada pela TV de que os índios vivem isolados de tudo nas aldeias.
O curta-metragem de 26 minutos foi gravado em áreas dos Pontos de Cultura Indígenas na Bahia e Pernambuco e mostra a importância da relação que os índios possuem com as inovações tecnológicas.
Ao todo, sete etnias indígenas distintas participam do curta. São representantes das nações Tupinambá (BA), Pataxó Hahahãe (BA), Kariri-Xocó (AL), Pankararu (PE), Potiguara (PB), Makuxi (RR) e Bakairi (MT).